É uma pena que enquanto as manhãs florescem
Tu ainda estejas ligado à letra,
No dogmatismo de quem pensa que bastam
Palavras escritas e
Alguma fé para
Salvar-se.
O que seria então daquele que,
Abandonado dos dizeres,
Imerso na solidão da noite
Com olhos abertos e coração
Sereno, contempla o céu e as estrelas
Certo de que está sendo ouvido?
Ou então aquela que, famélica,
Ao amamentar seu filho
Com as poucas reservas e palavras que tem
porque simples,
Dá graças ao vê-lo saciado, pois
sabe que,
Junto com seu leite,
Deu também amor que,
como a palavra,
nutre e vivifica a Alma?
Para que servem, então, as palavras?
Certamente não para contender pela fé,
Não para dissentir,
Mas para trazer para perto de si o que é nobre,
Ou para fazer brilhar a Luz como o próprio Criador.
Não fiques, portanto, a decifrar por tanto tempo
Códigos humanos.
A Palavra Divina está escrita na obra
Dele mesmo
Com sua caligrafia de beleza, harmonia e
Amor.
Frederico Ferreira
Para J.L.
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terça-feira, 30 de julho de 2019
segunda-feira, 17 de junho de 2019
Sol
O pôr do Sol lembra-me as tardes
Em que meu olhar contempla o infinito:
A paisagem quase interminável do horizonte,
Limitada pelo astro imenso
A marcar dias, noites, eternidades.
Meu coração brilha junto com Ele
E não sinto medo algum do porvir.
O Sol dá-me a certeza de que não estou sozinho.
A minha Grande Estrela foi criada por um Ser Divino.
Não há, portanto, o que temer.
Seus raios aquecem meu coração
Como para quem brilha em si uma nova esperança.
Sua luz, dá-me força para vencer qualquer coisa.
— O Sol é senhor do tempo.
Quando estou longe d’Ele,
Quando o crepúsculo bate sobre meus olhos,
Para mim, não é a noite que se inicia,
É um novo amanhecer que tarda.
A treva não me incomoda,
Pois a Fé ilumina meus passos.
Eu sei que ELE É,
Que ELE ESTÁ.
E assim, onipresente, me acompanha.
Frederico Ferreira
Em que meu olhar contempla o infinito:
A paisagem quase interminável do horizonte,
Limitada pelo astro imenso
A marcar dias, noites, eternidades.
Meu coração brilha junto com Ele
E não sinto medo algum do porvir.
O Sol dá-me a certeza de que não estou sozinho.
A minha Grande Estrela foi criada por um Ser Divino.
Não há, portanto, o que temer.
Seus raios aquecem meu coração
Como para quem brilha em si uma nova esperança.
Sua luz, dá-me força para vencer qualquer coisa.
— O Sol é senhor do tempo.
Quando estou longe d’Ele,
Quando o crepúsculo bate sobre meus olhos,
Para mim, não é a noite que se inicia,
É um novo amanhecer que tarda.
A treva não me incomoda,
Pois a Fé ilumina meus passos.
Eu sei que ELE É,
Que ELE ESTÁ.
E assim, onipresente, me acompanha.
Frederico Ferreira
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