Este poema é para ser triste.
Triste como um adeus.
Doído como lágrimas que brotam tristes nos olhos
E que tombam, perdidas e doídas,
Como corpos que não vivem mais.
Este poema é para servir como memória,
Como flores que um dia embelezaram canteiros,
Que perfumaram entardeceres,
Enamoraram corações.
Este poema é para celebrar cada pétala
Que se desprende.
Seca de vida. Amarela e leve
Como a alma que se eleva,
E que busca, na brisa da noite e
Na renovação de tudo o que se transforma,
A sua Eternidade.
Frederico Ferreira
Tulum, México
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2018
sexta-feira, 12 de outubro de 2018
Dia das crianças
No dia de hoje, se ainda o tiveres,
Revê teu álbum de família.
Lembra-te do quanto eras simples,
Quer dizer: sem ideias sobre tudo.
Recupera na memória teus brinquedos.
Conta o quanto tinhas de amigos.
Revê teus avós.
Relembra da ternura de tua mãe para contigo.
Se ainda for possível, quando a vir, abraça-a.
Se tiveres filhos, abraça-os.
Dá aos teus mais ternura do que recebeste.
Anda descalço com eles pelo jardim.
Ponha-os na garupa de tua bicicleta
E ame estar com eles como com um amigo.
Ama cada segundo de suas infâncias,
Porque muito do que és ainda corre descalço
Pelo gramado
Porém, quase nunca se vê.
Esconde-se, com medo, na sombra de um adulto.
Frederico Ferreira
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