Este poema é para ser triste.
Triste como um adeus.
Doído como lágrimas que brotam tristes nos olhos
E que tombam, perdidas e doídas,
Como corpos que não vivem mais.
Este poema é para servir como memória,
Como flores que um dia embelezaram canteiros,
Que perfumaram entardeceres,
Enamoraram corações.
Este poema é para celebrar cada pétala
Que se desprende.
Seca de vida. Amarela e leve
Como a alma que se eleva,
E que busca, na brisa da noite e
Na renovação de tudo o que se transforma,
A sua Eternidade.
Frederico Ferreira
Tulum, México
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2018
sexta-feira, 5 de maio de 2017
A Guerra
Escutai-me antes que seja demasiado tarde.
A vossa memória medíocre vos impede de recordar o passado:
Eu sou a besta imunda que habita o coração humano,
A hiena faminta que bebe o vosso sangue e come a vossa carne.
Vós pensais que me conheceis, mas não!
Eu me escondo nas trevas
E prefiro fazer aparecer o vosso orgulho,
Este sentimento que vos faz pequenos enquanto tentam ser grandes.
Eu inflamo a vossa coragem e jogo provocações no ar.
Atormento o vosso pensamento e enveneno o vosso coração.
Ah! Como os vossos Chefes de Estado são fáceis de irritar!
Como os países – estes pequenos pedaços de terra que, vistos à distância, não possuem nenhuma fronteira –
E este sentimento de patriotismo louco
Não são outra coisa senão a manifestação da vossa fraqueza!
Para mim, não importa a cor da vossa pele,
Eu amo o sangue, sempre vermelho.
Eu ignoro a língua que falais.
Compreendo apenas o último suspiro dos vossos heróis.
Eu falo apenas a língua da morte,
E sempre venço.
Tenho desejo de ver os vossos olhos tristes aspirando a paz que não chegará jamais.
Eu recolherei as vossas lágrimas para regar o meu jardim de cadáveres
Enquanto escuto a sinfonia melancólica das mães que choram os seus filhos.
Tudo isto vos parece triste, eu sei.
Entretanto, eu estarei ao lado dos algozes da humanidade
E gozarei com eles a sua riqueza maldita
E estremecerei a cada bala atirada, a cada bomba jogada,
Mas principalmente a cada corpo que cai!
Oh! Como eu sou má!
Apartai-vos de mim, portanto.
Eu vos espero um dia,
Enquanto sonho com a dor
E as paisagens insólitas de destruição e de morte
Por causa de vós mesmos.
Frederico Ferreira
Texto originalmente escrito em francês e traduzido pelo autor.
https://lerevelarealite.blogspot.com.br/2017/05/la-guerre.html
A vossa memória medíocre vos impede de recordar o passado:
Eu sou a besta imunda que habita o coração humano,
A hiena faminta que bebe o vosso sangue e come a vossa carne.
Vós pensais que me conheceis, mas não!
Eu me escondo nas trevas
E prefiro fazer aparecer o vosso orgulho,
Este sentimento que vos faz pequenos enquanto tentam ser grandes.
Eu inflamo a vossa coragem e jogo provocações no ar.
Atormento o vosso pensamento e enveneno o vosso coração.
Ah! Como os vossos Chefes de Estado são fáceis de irritar!
Como os países – estes pequenos pedaços de terra que, vistos à distância, não possuem nenhuma fronteira –
E este sentimento de patriotismo louco
Não são outra coisa senão a manifestação da vossa fraqueza!
Para mim, não importa a cor da vossa pele,
Eu amo o sangue, sempre vermelho.
Eu ignoro a língua que falais.
Compreendo apenas o último suspiro dos vossos heróis.
Eu falo apenas a língua da morte,
E sempre venço.
Tenho desejo de ver os vossos olhos tristes aspirando a paz que não chegará jamais.
Eu recolherei as vossas lágrimas para regar o meu jardim de cadáveres
Enquanto escuto a sinfonia melancólica das mães que choram os seus filhos.
Tudo isto vos parece triste, eu sei.
Entretanto, eu estarei ao lado dos algozes da humanidade
E gozarei com eles a sua riqueza maldita
E estremecerei a cada bala atirada, a cada bomba jogada,
Mas principalmente a cada corpo que cai!
Oh! Como eu sou má!
Apartai-vos de mim, portanto.
Eu vos espero um dia,
Enquanto sonho com a dor
E as paisagens insólitas de destruição e de morte
Por causa de vós mesmos.
Frederico Ferreira
Texto originalmente escrito em francês e traduzido pelo autor.
https://lerevelarealite.blogspot.com.br/2017/05/la-guerre.html
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