Mostrando postagens com marcador solidão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador solidão. Mostrar todas as postagens

domingo, 28 de maio de 2017

Separação

Caminhos distintos separam agora aquelas três almas.
Ao largo da Avenida de dois sentidos,
Em cada um dos lados um carro parado
Preparando-se para o reencontro.  


Não era o canteiro ao centro que os separava,
Nem a entrada para o retorno que os unia.
Tudo ali era separação.
A distância, incalculável.
Um misto de desolação e amargura.


Não era possível sequer o contato visual entre eles,
Aqueles do tipo olho no olho.
Os sonhos de outrora transformaram-se em pesadelos.
Não se imaginaria ali um casal que amou, dormiu e acordou junto.

A criança no banco do passageiro era a única coisa que passaram a ter em comum.


Caminhos opostos e um canteiro nu, frio, de pedra e ferro.
Não há flores nos canteiros da solidão.


Frederico Ferreira


sábado, 25 de março de 2017

Solidão

No fundo sei que jamais estou sozinho.
Eu não preciso de olhos para ver aquilo que o coração sente.

É com eles, com os meus bem amados de ideal, que sinto Plenitude
E a força que movimenta e entusiasma e impulsona
O trabalho que não cessa jamais!

Aquele que aspira o progresso não olha para trás;
Vê o céu de luz à sua frente.
Não há dores terríveis, não há problemas insolúveis. Não há medo.
Só há coragem e vontade de vencer-se!

Há barulho demais nas multidões.
E é lá, que fracos, nos colocamos longe de nós mesmos. 
Eu preciso ouvir-me.
Lembrar-me dos que já se foram, dos que me querem bem. 
- E que estão sempre presentes.

Os olhos cerram.
É no silêncio do sonho que a solidão é muda.
Lá é onde encontro comigo mesmo.

Frederico Ferreira