Se quiserem dar-me um nome
Chamem-me de jardineiro.
Jardineiro de sentimentos.
Eu rego com minhas lágrimas
As plantas que cuido,
Revolvo as terras do coração.
Eu não guardo segredos sobre a minha arte.
Sou ocupado das almas,
E das dores, das esperanças e dos amores
— plantas sagradas no jardim da Criação.
Eu revolvo pétalas caídas,
Galhos quebrados,
Sentimentos amontoados de júbilo e emoção;
Gravetos que se entrecruzam
Como vidas que se alimentam e
Desenham caminhos, como escolhas,
Ao chão.
Eu jardino momentos
E faço eclodir sentimentos
Através de perfumes suaves e plantas multicolores,
Que são mistos de alegria, esperança e fé
No coração.
Frederico Ferreira
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domingo, 31 de março de 2019
quarta-feira, 5 de setembro de 2018
Vontade
Se tudo o que bastasse fosse simplesmente
vontade!
Ao longe observo, na imensidade dos campos incultos,
Vendavais que movimentam a superfície
Tentando atacar o que no fundo
É nobre – Aquilo que lá plantei.
É nobre – Aquilo que lá plantei.
Levanto os olhos para os céus,
O coração aflito.
Aguardo com esperança a chuva da temperança,
Chuva tranquila
Que favorece o brotar das sementes,
Com sólidas raízes.
Também aguardo o florescer e o frutificar do que
semeei
Na vastidão daquele coração.
Como dói! Como dói simplesmente imaginar
que pouco se salve.
Na vida do homem, como na semeadura da terra,
Pouco vale para o florescer a vontade daquele
que da senda cuida.
Tudo será conforme a terra, ou o coração
que a semente acolhe.
Frederico Ferreira
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