Este poema é para ser triste.
Triste como um adeus.
Doído como lágrimas que brotam tristes nos olhos
E que tombam, perdidas e doídas,
Como corpos que não vivem mais.
Este poema é para servir como memória,
Como flores que um dia embelezaram canteiros,
Que perfumaram entardeceres,
Enamoraram corações.
Este poema é para celebrar cada pétala
Que se desprende.
Seca de vida. Amarela e leve
Como a alma que se eleva,
E que busca, na brisa da noite e
Na renovação de tudo o que se transforma,
A sua Eternidade.
Frederico Ferreira
Tulum, México
Mostrando postagens com marcador poema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poema. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 20 de dezembro de 2018
domingo, 12 de fevereiro de 2017
Infância
Foi lá, na
galeria mesmo do shopping que o pacote teve que ser aberto.
Na infância
tudo é intenso, imediato, lúdico.
O tempo,
que nada mais é do que a imposição das nossas responsabilidades,
Ou a medida
da paciência para a realização de um sonho,
Para eles
nada mais é do que sucessão.
Nada dura
tanto quando o chutar de uma bola ou o mergulho em água gelada.
Eles não se
dão conta disto:
Embora cada
minuto seja o instante crucial,
Tudo será
diluído pelo tempo.
Ficará o
essencial.
Frederico Ferreira
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
Castelos
Hoje é domingo.
Dia de construir castelos de areia.
De consumir a vontade em sonho,
E de esperar que as ondas não sejam tão enormes.
O vento sopra forte e constante.
As gaivotas mergulham em busca do alimento de todo dia.
Os castelos de areia são as casas onde moram os sonhos,
E as crianças brincam na areia da praia.
Há uma verdade muito grande na brincadeira das crianças,
E há uma alegria muito grande nas ondas
Que quase desabam os castelos de areia.
Não a alegria dos mares, mas a alegria de ser onda.
Tudo é efêmero!
O vento carrega consigo a força da mudança.
Tudo move, tudo combina, tudo renova.
O Sol brilha ao longe, dando início a um novo dia.
O vento corre a areia dourada,
Sem escombros.
Frederico Ferreira
Dia de construir castelos de areia.
De consumir a vontade em sonho,
E de esperar que as ondas não sejam tão enormes.
O vento sopra forte e constante.
As gaivotas mergulham em busca do alimento de todo dia.
Os castelos de areia são as casas onde moram os sonhos,
E as crianças brincam na areia da praia.
Há uma verdade muito grande na brincadeira das crianças,
E há uma alegria muito grande nas ondas
Que quase desabam os castelos de areia.
Não a alegria dos mares, mas a alegria de ser onda.
Tudo é efêmero!
O vento carrega consigo a força da mudança.
Tudo move, tudo combina, tudo renova.
O Sol brilha ao longe, dando início a um novo dia.
O vento corre a areia dourada,
Sem escombros.
Frederico Ferreira
Assinar:
Postagens (Atom)