Minha alma é pequena diante do infinito,
Da planície infinita.
Brilham meus olhos no espelho d’água,
Sopra meu fôlego o sopro de vida.
Tudo está aqui para mostrar-me o quanto sou pequeno,
O quanto nada valho.
A criação, na sua ordem, prescinde do homem.
Não é nossa vontade que faz reger a vida,
Ainda que com máquinas, desejo
E força
Mudemos o mundo.
Tudo estará e os rios continuarão
Caudalosos e intensos,
As árvores frondosas e as matas
Densas.
Agora eu quero pertencer a tudo isto.
E deixar minha vida fluir, como num rio.
E deixar a luz refletir sobre mim.
Sou melhor quando meu ânimo não se turva.
Esta corrente me leva ao longe
Como o fulgor de pensamentos elevados.
Já não me pertenço quando me deixo fluir.
Sou força constante a renovar vida e ideias.
Sou criação e ímpeto e
Sedimento e ilha
E folha que
Navega.
Oh Natureza!
Oh! beleza da vida
Revelada por Deus
Para relembrarmos a nossa essência!
Dá-me força para continuar a crescer e
A vencer.
Dá-me tua seiva!
E faz-me transmutar na renovação de tudo o que é nobre.
Na força viva do verso
E na corrente que vence obstáculos e passa
E segue,
Sempre adiante.
Frederico Ferreira
Poconé, MT
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sábado, 20 de abril de 2019
sexta-feira, 21 de setembro de 2018
Otimismo
De agora em diante, apenas flores.
Rosas brancas!
Nada que lembre o vermelho-sangue de minhas
Veias,
Ou o azul-nebuloso das tardes sem fim.
No meu canteiro, que a grama cubra
Toda a lama e
Que floresçam flores.
Porque enquanto tarda o amanhã,
Quero sentir as gotas finas do orvalho
Matando minha sede
De vida,
E o frescor daquilo que é branco
E puro e livre,
Como o hálito que exala da flor.
Frederico Ferreira
quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
Ode ao Mar
Que altares divinos a Natureza nos revela?
São matas exuberantes,
Copas altas no céu entrecortadas,
Cadeias de montanhas amontoadas
A desafiar olhares extasiantes.
Vejo as estrelas ao olhar para o céu.
Planetas variados,
Miríades de mundos espalhados
No Universo infinito em seu escuro véu.
Mais perto de mim, outro universo.
Desta vez, finito no acabamento,
Porém cheio de beleza, que o faz diverso.
Me marejam os olhos ao observá-lo por um momento.
Quanta alegria ao ver o mar sinto comigo!
Histórias de família, férias intermináveis.
São facetas da vida, lembranças memoráveis,
Que amá-lo toda a vida parece ser um tempo exíguo.
Tento o Sol como astro matutino,
Irradiando luz, para a vida renovar,
O mar é o grande espetáculo Divino,
Tendo a areia da praia como altar.
Minha vida não poderia ter outra destinação.
É algo que vem de dentro, é inexplicável.
Enche-me de alegria, amor e emoção,
E faz reverberar na alma este amor inesgotável.
Frederico Ferreira
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