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sábado, 20 de abril de 2019

Rogativa ao Pantanal

Minha alma é pequena diante do infinito, 
Da planície infinita. 
Brilham meus olhos no espelho d’água, 
Sopra meu fôlego o sopro de vida. 
Tudo está aqui para mostrar-me o quanto sou pequeno, 
O quanto nada valho. 
A criação, na sua ordem, prescinde do homem. 
Não é nossa vontade que faz reger a vida, 
Ainda que com máquinas, desejo 
E força 
Mudemos o mundo. 
Tudo estará e os rios continuarão 
Caudalosos e intensos, 
As árvores frondosas e as matas 
Densas. 
Agora eu quero pertencer a tudo isto. 
E deixar minha vida fluir, como num rio. 
E deixar a luz refletir sobre mim. 
Sou melhor quando meu ânimo não se turva. 
Esta corrente me leva ao longe 
Como o fulgor de pensamentos elevados. 
Já não me pertenço quando me deixo fluir. 
Sou força constante a renovar vida e ideias. 
Sou criação e ímpeto e 
Sedimento e ilha 
E folha que 
Navega. 
Oh Natureza! 
Oh! beleza da vida 
Revelada por Deus 
Para relembrarmos a nossa essência! 
Dá-me força para continuar a crescer e 
A vencer. 
Dá-me tua seiva! 
E faz-me transmutar na renovação de tudo o que é nobre. 
Na força viva do verso 
E na corrente que vence obstáculos e passa 
E segue, 
Sempre adiante. 

Frederico Ferreira
Poconé, MT

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Otimismo

De agora em diante, apenas flores.
Rosas brancas!
Nada que lembre o vermelho-sangue de minhas
Veias,
Ou o azul-nebuloso das tardes sem fim.
No meu canteiro, que a grama cubra
Toda a lama e
Que floresçam flores.
Porque enquanto tarda o amanhã,
Quero sentir as gotas finas do orvalho
Matando minha sede
De vida,
E o frescor daquilo que é branco
E puro e livre,
Como o hálito que exala da flor.

Frederico Ferreira

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Ode ao Mar

Que altares divinos a Natureza nos revela?

São matas exuberantes,
Copas altas no céu entrecortadas,
Cadeias de montanhas amontoadas
A desafiar olhares extasiantes.

Vejo as estrelas ao olhar para o céu.
Planetas variados,
Miríades de mundos espalhados
No Universo infinito em seu escuro véu.

Mais perto de mim, outro universo.
Desta vez, finito no acabamento,
Porém cheio de beleza, que o faz diverso.
Me marejam os olhos ao observá-lo por um momento.

Quanta alegria ao ver o mar sinto comigo!
Histórias de família, férias intermináveis.
São facetas da vida, lembranças memoráveis,
Que amá-lo toda a vida parece ser um tempo exíguo.

Tento o Sol como astro matutino,
Irradiando luz, para a vida renovar,
O mar é o grande espetáculo Divino,
Tendo a areia da praia como altar.

Minha vida não poderia ter outra destinação.
É algo que vem de dentro, é inexplicável.
Enche-me de alegria, amor e emoção,
E faz reverberar na alma este amor inesgotável.

Frederico Ferreira