Diante de mim, a estrada imensa,
O tempo infinito.
Eu, corredor nas transmigrações, de alma imortal.
Sou eu quem escolhe os caminhos.
Regulo minhas passadas para chegar ao objetivo.
É o ritmo dos sentimentos que imprime a força
— Da vontade e do corpo —
Para traspor os obstáculos.
Não adianta fixar-me na dor,
No arfar de cansaço ou no
Silêncio, neste abandono
De quem se distancia de tudo,
Imerso em pensamentos
A escutar apenas as próprias passadas
E pouco observando ao redor,
Mas com muita atenção em mim mesmo.
Às vezes preciso de música
Para impulsionar-me neste imenso deserto;
Às vezes, simplesmente, a vontade de vencer.
Vencer o corpo e a alma,
Disciplinando-me.
E convertendo vontade em distância,
E superando em mim os obstáculos,
Para cruzar, com êxito,
A linha de chegada.
Frederico Ferreira
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019
terça-feira, 8 de maio de 2018
Alvorada
Observa os raios de sol que batem à tua janela.
Lá fora, a Vida convida-te a sair.
Abre tuas portas,
Deixa o frescor da manhã penetrar-te os sentidos.
Rega com teu olhar as flores que
Gravitam ao vento,
Espalhando doçura e perfume.
Não te abandones dentro de ti mesmo.
Não te feches dentro de tua mansão
Deixando, assim, emudecer as teclas
De tua alma,
Como pianos velhos e esquecidos,
Partituras apagadas que entoam tristeza e
Solidão.
Vive!
Deixa para trás o que é velho
Pois velha é toda a noite dos dias
Que se renova a cada amanhecer.
Frederico Ferreira
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