Mostrando postagens com marcador mar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mar. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Limite

Fecho meus olhos. 
Quero estar longe destas paredes, 
E desta janela medíocre para o mundo: 
Da tela plana silenciosa, 
Inodora e insensível do computador. 

Meus olhos desejam ver Imensidão. 
Quero de novo sentir a maresia 
Invadindo meu peito. 
A areia, na sua rudeza doce, 
A envolver os meus pés. 
Atrás de mim quero ter a Serra do Mar. 
Parede enorme, no entanto, transponível. 
Com cores, densidades e bichos e 
Cachoeiras de água fria e 
Pedras, muitas pedras. 

Nada disso, porém, parece tão imenso, 
Tão intransponível quanto estas paredes brancas 
E esta outra janela do escritório que, todas as manhãs, 
Inunda meus olhos com a luz do Sol. 
Nesga de luz e pouco de mata de jardim 
Como um quadro vivo ao lado. 

Frederico Ferreira

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Embarcação

Navegamos à sós, pequenos barcos levados inocentes pela corrente? 
Oh quanta coragem para vencer o infinito! 
O mar é a própria metáfora da imensidão do universo. 
Sopram os ventos, anunciam-se as tempestades, 
Como se estivéssemos prontos a sucumbir a qualquer instante, 
Perecíveis que somos. 
O Sol nos guia, como a própria força que nos une, 
Plantas e homens numa mesma direção: A Luz. 
A certeza do êxito, no entanto, não está fora. 
Está no barco 
Que repousa sobre a água, a enfrenta, transpondo barreiras. 
Para ir adiante, o capitão tem que ter confiança em sua embarcação, 
Em seu motor que, como o coração em seu peito, 
Bombeando sangue e força aos seus braços, 
Não pode também parar. 

Qual direção a seguir? Qual a rota 
Quando não se sabe ao certo onde se vai chegar? 
Seguir as estrelas? 
Olho para o céu, azul como um manto divino, 
Como um convite à paz para os corações cheios de perguntas, 
E vazios de respostas. 
Volto às correntes, 
Aos ventos que sopram, renovando o ar. 
Em minha embarcação pulsa a alma imortal, a coragem e a fé, 
A vontade de buscar, de atravessar o vazio. 
O vazio de respostas que, 
Quando a viagem termina, já as temos todas. 
Porque viver não é nada além de cruzar o mar desconhecido 
Vencendo intempéries, 
Suportando tormentas, 
Mas com a indelével certeza de novas enseadas, 
Praias tranquilas e terra firme 
E a certeza do dever cumprido. 

Frederico Ferreira

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Ode ao Mar

Que altares divinos a Natureza nos revela?

São matas exuberantes,
Copas altas no céu entrecortadas,
Cadeias de montanhas amontoadas
A desafiar olhares extasiantes.

Vejo as estrelas ao olhar para o céu.
Planetas variados,
Miríades de mundos espalhados
No Universo infinito em seu escuro véu.

Mais perto de mim, outro universo.
Desta vez, finito no acabamento,
Porém cheio de beleza, que o faz diverso.
Me marejam os olhos ao observá-lo por um momento.

Quanta alegria ao ver o mar sinto comigo!
Histórias de família, férias intermináveis.
São facetas da vida, lembranças memoráveis,
Que amá-lo toda a vida parece ser um tempo exíguo.

Tento o Sol como astro matutino,
Irradiando luz, para a vida renovar,
O mar é o grande espetáculo Divino,
Tendo a areia da praia como altar.

Minha vida não poderia ter outra destinação.
É algo que vem de dentro, é inexplicável.
Enche-me de alegria, amor e emoção,
E faz reverberar na alma este amor inesgotável.

Frederico Ferreira

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Mar

Ondas suaves na beira da praia.
Na areia, famílias celebram juntas novos começos.
São tantos votos de carinho e amor
que dariam para a humanidade inteira.

O céu sepulta fogos que descem coloridos.
Ah! quanta esperança e, agora, quanta saudade!

Toda visita à praia me faz reviver momentos.
O mar guarda consigo um oceano de lembranças,
que revivem e me alcançam,
embora fugazes,
    como espuma.

Frederico Ferreira

para o meu avô querido, amigo de todas as horas, Kleber Gomes Ferreira