Eu não posso deixar de crer no futuro.
Não é a desfaçatez dos políticos,
A personificação da arrogância e do egoísmo
Ou mesmo aqueles
Que se julgam acima dos outros
Que importa.
Estes passarão, talvez humilhados pela história,
Pelo apagar dos séculos passados.
Poeira no chão de estrelas!
Não é o homem animalizado pelo imediatismo,
Enlouquecido pelo fanatismo à sua felicidade,
Que decide com base no instante
Que importa.
Como em toda colheita,
Este será preso no futuro pelo cárcere de sua consciência
- Ou de sua loucura.
Não são discussões de gênero ou de raça,
Partidos políticos,
Dissensões com base em políticas econômicas,
Liberdade de expressão, igualdade de direitos,
Muletas de propaganda e ascensão social,
Sem qualquer contrapartida de dever
Ou responsabilidade
Que importam...
Erramos na transitoriedade, em busca do que nos falta
Levados pela maioria ou por nossa invigilância.
No entanto, o futuro está aí!
Bate à nossa porta como uma visita importante
E nos convida a mudar.
Não posso deixar de crer nele.
Ele vive no coração daqueles que já fazem a sua parte.
Ele mora nos braços do trabalhador
Que confia na capacidade de seu sustento;
No coração amável dos enfermeiros
Que envolvem com seus cuidados desconhecidos;
Ele brilha na mente do professor
Que ilumina com seu pensamento
O caminho de seus tutelados;
Ele mora no sorriso simples de uma criança
Que não consegue entender a fome,
A miséria
E a guerra.
O futuro bate à nossa porta.
Demos mais de nós para transformar o amanhã.
Sejamos o melhor que pudermos.
Gravemos nos livros de história a nossa paixão
Com no nosso suor e nossas lágrimas.
Frederico Ferreira
sábado, 28 de outubro de 2017
sexta-feira, 27 de outubro de 2017
Gratidão
O que teria sido de mim sem ti?
Eu não precisei tatear a distância para encontrar-te.
Tu estavas sempre próximo de mim.
Mais que um pai, um guia;
Mais que uma luz, um farol.
Um amigo. Laço indelével na eternidade!
O amor que zela não é fortuito.
É construção interminável no tempo.
Sempre forte, positivo,
Acalentador de esperanças e de sonhos.
Braço forte na dificuldade.
Tua presença já não faz sombra ao meu lado.
Embora longe, guardo tua lembrança dentro de mim.
Tudo é tão etéreo, mas ao mesmo tempo intenso.
Harmonia e leveza do voo das gaivotas,
Que têm sempre o azul imenso à sua volta.
O mar é a melhor lembrança que tenho de ti.
Companheiro de mergulhos e de ondas,
Cuja alegria era a de simplesmente lá estar.
Quanto ensinamento neste amar sem pretensões,
Em usar o tempo para a doação pura aos netos.
Quanto aprofundamento de sentimentos naqueles verões intermináveis!
Preciso pisar na areia da praia para reviver tudo isso
Com sua verdadeira intensidade.
Mas mão importa onde eu esteja,
Carrego comigo teu sangue e tua história.
Fazes-te presente em muito do que sou.
Luz da minha vida
A guiar-me em minha trajetória.
Frederico Ferreira
Eu não precisei tatear a distância para encontrar-te.
Tu estavas sempre próximo de mim.
Mais que um pai, um guia;
Mais que uma luz, um farol.
Um amigo. Laço indelével na eternidade!
O amor que zela não é fortuito.
É construção interminável no tempo.
Sempre forte, positivo,
Acalentador de esperanças e de sonhos.
Braço forte na dificuldade.
Tua presença já não faz sombra ao meu lado.
Embora longe, guardo tua lembrança dentro de mim.
Tudo é tão etéreo, mas ao mesmo tempo intenso.
Harmonia e leveza do voo das gaivotas,
Que têm sempre o azul imenso à sua volta.
O mar é a melhor lembrança que tenho de ti.
Companheiro de mergulhos e de ondas,
Cuja alegria era a de simplesmente lá estar.
Quanto ensinamento neste amar sem pretensões,
Em usar o tempo para a doação pura aos netos.
Quanto aprofundamento de sentimentos naqueles verões intermináveis!
Preciso pisar na areia da praia para reviver tudo isso
Com sua verdadeira intensidade.
Mas mão importa onde eu esteja,
Carrego comigo teu sangue e tua história.
Fazes-te presente em muito do que sou.
Luz da minha vida
A guiar-me em minha trajetória.
Frederico Ferreira
terça-feira, 10 de outubro de 2017
O Redentor
Cumpriste tua promessa:
Foste adorar o Cristo Redentor
No altar de Botafogo.
Perguntas no teu íntimo
Como pode ser uma baía dessas,
Linda, abençoada em sua essência,
Como que recortada por mãos carinhosas,
Quase uma reverência ao Criador?
Na areia da praia sentes a força de tudo isto.
Toda a história se desenrola sobre os teus pés através das ondas.
Fechas teus olhos e vês as caravelas chegando,
Vês as batalhas de reconquista
Vês navios de sofrimento, cheios de escravos.
Vês navios de esperança também, navios de acolhimento.
Percebes que a destinação do Rio é o esplendor e a alegria.
Não há como legar tanta beleza para a dor.
Que esta prece alcance os pés do Redentor,
E faça brilhar no coração do carioca
A esperança de um novo dia.
Frederico Ferreira
Foste adorar o Cristo Redentor
No altar de Botafogo.
Perguntas no teu íntimo
Como pode ser uma baía dessas,
Linda, abençoada em sua essência,
Como que recortada por mãos carinhosas,
Quase uma reverência ao Criador?
Na areia da praia sentes a força de tudo isto.
Toda a história se desenrola sobre os teus pés através das ondas.
Fechas teus olhos e vês as caravelas chegando,
Vês as batalhas de reconquista
Vês navios de sofrimento, cheios de escravos.
Vês navios de esperança também, navios de acolhimento.
Percebes que a destinação do Rio é o esplendor e a alegria.
Não há como legar tanta beleza para a dor.
Que esta prece alcance os pés do Redentor,
E faça brilhar no coração do carioca
A esperança de um novo dia.
Frederico Ferreira
segunda-feira, 9 de outubro de 2017
Nuvens
Minha mente está tranquila,
Meu coração está tranquilo.
Tudo o que sinto são como nuvens pintadas
Em um quadro de Monet.
Embora diáfanas, as nuvens repercutem dentro de mim.
Elas dão profundidade, a dimensão do infinito
Na imagem que repousa sobre o horizonte.
Nela, tudo parece correr em outro ritmo,
Longe do fumo das industrias ou
Das luzes dos veículos.
Coisas que não estão na minha pintura.
Quem sabe até o vento sopre.
Mas estas nuvens,
As nuvens tranquilas que se projetam no meu lago,
Estas ficarão
Imóveis, indeléveis,
Eternas.
Frederico Ferreira
Meu coração está tranquilo.
Tudo o que sinto são como nuvens pintadas
Em um quadro de Monet.
Embora diáfanas, as nuvens repercutem dentro de mim.
Elas dão profundidade, a dimensão do infinito
Na imagem que repousa sobre o horizonte.
Nela, tudo parece correr em outro ritmo,
Longe do fumo das industrias ou
Das luzes dos veículos.
Coisas que não estão na minha pintura.
Quem sabe até o vento sopre.
Mas estas nuvens,
As nuvens tranquilas que se projetam no meu lago,
Estas ficarão
Imóveis, indeléveis,
Eternas.
Frederico Ferreira
terça-feira, 26 de setembro de 2017
Jardim
É hora de varrer as folhas secas,
De limpar o terreno da Alma,
Fazer a terra do coração respirar.
É hora de podar os arbustos da consciência,
De fazer aparecer as flores miúdas e perfumadas
- que brotaram a duras penas -
Que resistiram fortemente
À aridez do solo inculto.
É hora de regar as plantas como quem
Aguarda o frescor da brisa da primavera.
De deixar cair as gotas da esperança
A umedecer o solo com temperança,
E fazer as cores prevalecerem.
Nada de folhas secas neste jardim!
Nada de monturos do passado,
Folhas perdidas pelos ventos dos acontecimentos,
De bancos sujos que impedem o repouso da alma.
É preciso fazer a terra respirar,
Fazer a luz alcançar a imensidão deste canteiro.
É preciso não ter medo de deitar sobre a relva verde,
E contemplar todos os avanços que já se fez.
De sentir o perfume em si,
Como quem cultiva uma virtude
E faz brotar de si a essência da alma.
Frederico Ferreira
De limpar o terreno da Alma,
Fazer a terra do coração respirar.
É hora de podar os arbustos da consciência,
De fazer aparecer as flores miúdas e perfumadas
- que brotaram a duras penas -
Que resistiram fortemente
À aridez do solo inculto.
É hora de regar as plantas como quem
Aguarda o frescor da brisa da primavera.
De deixar cair as gotas da esperança
A umedecer o solo com temperança,
E fazer as cores prevalecerem.
Nada de folhas secas neste jardim!
Nada de monturos do passado,
Folhas perdidas pelos ventos dos acontecimentos,
De bancos sujos que impedem o repouso da alma.
É preciso fazer a terra respirar,
Fazer a luz alcançar a imensidão deste canteiro.
É preciso não ter medo de deitar sobre a relva verde,
E contemplar todos os avanços que já se fez.
De sentir o perfume em si,
Como quem cultiva uma virtude
E faz brotar de si a essência da alma.
Frederico Ferreira
sábado, 23 de setembro de 2017
Vive plenamente
Não te deixes abater pelas nuvens negras no horizonte,
Dentro de ti dorme a luz da conquista.
É dela que nasce a tua esperança.
Faz com que esta luz brilhe.
Projete-a diante de ti no teu caminho.
Abre as janelas da tua alma para o amanhã;
O amanhã de novas possibilidades.
Rega com teu esforço o teu progresso.
Alimenta-te do fruto destas pequenas sementes
Que eclodem a cada dia.
Recolhe a água pura que brota do teu ser.
Bebe desta água reconfortante.
E vive plenamente.
Frederico Ferreira
Dentro de ti dorme a luz da conquista.
É dela que nasce a tua esperança.
Faz com que esta luz brilhe.
Projete-a diante de ti no teu caminho.
Abre as janelas da tua alma para o amanhã;
O amanhã de novas possibilidades.
Rega com teu esforço o teu progresso.
Alimenta-te do fruto destas pequenas sementes
Que eclodem a cada dia.
Recolhe a água pura que brota do teu ser.
Bebe desta água reconfortante.
E vive plenamente.
Frederico Ferreira
terça-feira, 19 de setembro de 2017
Tantos Versos
São tantos versos!
Tantos!
Tantos versos que muitos se perdem a cada instante.
São como sorrisos lançados ao vento,
Pétalas que nascem e que secam em silêncio.
Lágrimas ocultas que brotam no coração emotivo.
Afagos apressados,
Pensamentos esparsos e logo esquecidos.
Palavras e canções mudas, porém
Livres, intensas em sua paixão.
Versos que se escrevem
Na imaterialidade do tempo,
Na fugacidade de olhares furtivos,
Em sintonia com o instante.
Frederico Ferreira
Tantos!
Tantos versos que muitos se perdem a cada instante.
São como sorrisos lançados ao vento,
Pétalas que nascem e que secam em silêncio.
Lágrimas ocultas que brotam no coração emotivo.
Afagos apressados,
Pensamentos esparsos e logo esquecidos.
Palavras e canções mudas, porém
Livres, intensas em sua paixão.
Versos que se escrevem
Na imaterialidade do tempo,
Na fugacidade de olhares furtivos,
Em sintonia com o instante.
Frederico Ferreira
sexta-feira, 15 de setembro de 2017
Mar profundo
Da respiração triste, surgem janelas embaçadas.
O reflexo mostra olhares perdidos,
Preocupados.
Crianças brincam desprevenidas,
Desavisadas da tempestade que se aproxima.
O barco adentra o mar profundo
Como o sonho extasiante da adolescência.
Infinita é a vida que se abre no horizonte azul das ondas,
Enquanto o céu tudo cobre com seu manto sagrado de estrelas.
Correntes descendentes,
Arrecifes de ilusão,
Ventos incertos atrapalham sua rota.
Das incertezas do caminho,
O único acalento da alma é que um dia aportará.
Impotente se vê o nauta que procura desesperadamente
O céu azul e o mar tranquilo
Ao longe nas vigias. No horizonte,
O mar encapelado, barco encoberto de espuma
Que tenta seguir seu rumo,
Em direção ao seu porto seguro.
Os olhos são as vigias da Alma
Onde pais, marinheiros castigados pelo tempo,
Pelo rude açoite das ondas,
Procuram conduzir seus filhos
Nas catadupas das paixões bravias.
Não há bussolas possíveis,
Astrolábios a buscar rotas demarcadas pelo êxito.
Tudo se perde no mar profundo do infinito de possibilidades,
Onde a alma, que busca incessantemente seu caminho,
Como ventos libertadores de correntes fugidias,
Traça sua rota.
Sua liberdade é a própria descoberta de ser livre.
Sua rota é o próprio caminho que se descortina diante de si,
No mar infinito. Nesta descoberta,
Tudo é ímpeto, paixão e aprendizado.
O nauta quer salvar sua embarcação.
A única forma possível é o Amor.
Frederico Ferreira
O reflexo mostra olhares perdidos,
Preocupados.
Crianças brincam desprevenidas,
Desavisadas da tempestade que se aproxima.
O barco adentra o mar profundo
Como o sonho extasiante da adolescência.
Infinita é a vida que se abre no horizonte azul das ondas,
Enquanto o céu tudo cobre com seu manto sagrado de estrelas.
Correntes descendentes,
Arrecifes de ilusão,
Ventos incertos atrapalham sua rota.
Das incertezas do caminho,
O único acalento da alma é que um dia aportará.
Impotente se vê o nauta que procura desesperadamente
O céu azul e o mar tranquilo
Ao longe nas vigias. No horizonte,
O mar encapelado, barco encoberto de espuma
Que tenta seguir seu rumo,
Em direção ao seu porto seguro.
Os olhos são as vigias da Alma
Onde pais, marinheiros castigados pelo tempo,
Pelo rude açoite das ondas,
Procuram conduzir seus filhos
Nas catadupas das paixões bravias.
Não há bussolas possíveis,
Astrolábios a buscar rotas demarcadas pelo êxito.
Tudo se perde no mar profundo do infinito de possibilidades,
Onde a alma, que busca incessantemente seu caminho,
Como ventos libertadores de correntes fugidias,
Traça sua rota.
Sua liberdade é a própria descoberta de ser livre.
Sua rota é o próprio caminho que se descortina diante de si,
No mar infinito. Nesta descoberta,
Tudo é ímpeto, paixão e aprendizado.
O nauta quer salvar sua embarcação.
A única forma possível é o Amor.
Frederico Ferreira
Chuva
São infinitas as folhas que balançam ao vento.
Infinitas as gotas de chuva que se perdem no solo seco e triste.
Tudo é ciclo, balanço e movimento – transformação.
Sinfonia da Natureza a impressionar o ouvido humano,
O coração humano.
Que sopre em nós a mudança que não tarda: renovação.
Que chova sobre nós e nos umedeça
O coração trincado.
E lá, nova planta, um dia, floresça.
Frederico Ferreira
Infinitas as gotas de chuva que se perdem no solo seco e triste.
Tudo é ciclo, balanço e movimento – transformação.
Sinfonia da Natureza a impressionar o ouvido humano,
O coração humano.
Que sopre em nós a mudança que não tarda: renovação.
Que chova sobre nós e nos umedeça
O coração trincado.
E lá, nova planta, um dia, floresça.
Frederico Ferreira
segunda-feira, 4 de setembro de 2017
Pedido
Das mãos grossas de sujeira, nasceu um pedido.
Mãos postas a suplicar,
A aguardar a virtude que viria da alma.
Dos olhos fundos da fome,
Dos andrajos tristes da miséria,
Da boca vazia de dentes
Brotou um sorriso,
Nasceu o abraço.
Encheu-se de recompensa o coração.
De tudo o que ali faltava, ainda encontrei o homem.
Frederico Ferreira
Mãos postas a suplicar,
A aguardar a virtude que viria da alma.
Dos olhos fundos da fome,
Dos andrajos tristes da miséria,
Da boca vazia de dentes
Brotou um sorriso,
Nasceu o abraço.
Encheu-se de recompensa o coração.
De tudo o que ali faltava, ainda encontrei o homem.
Frederico Ferreira
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